13 de fevereiro de 2013

A (nova) cor da música

Banda Azuls marca o retorno (mais um) do espaço dedicado a bandas independentes. Na foto (divulgação): Marcelo (contrabaixo), Lipinho (bateria) e Anderson (voz e guitarra).

Sim, senhoras e senhores leitores do blogzinho, o espaço para novas bandas ressuscita, de novo. Dessa vez, apresentarei pra vocês a banda Azuls, de Sumaré, interior de São Paulo.

Idealizada pelos amigos de infância Marcelo (baixo) e Anderson (voz e guitarra), o trio encontrou em Lipinho (bateria) o elemento que faltava para levar adiante o sonho de criar uma banda que misturasse hardcore e blues. O nome da banda, inclusive, vem do som tocado por B.B King. "Azuls é uma livre tradução de 'blues' para o português", explica Marcelo, em entrevista por e-mail.

E as influências, que vão de Jimmi Hendrix a Dead Fish, aparecem na faixa 'Daniela', uma das seis músicas do CD demo que a banda deve lançar ainda este mês. Sobre as dificuldades de uma banda independente conseguir seu espaço, Marcelo se queixa que precisam sair da cidade natal para tocar em cidades vizinhas, com uma cena um pouco mais movimentada. "Mas tem que correr atrás e fazer acontecer", diz. "Aqui [em Sumaré] existem poucas casas voltadas para bandas com trabalho autoral, mas uma que está a bastante tempo valorizando a música independente é o Kingston, em Limeira", conta.

Na maioria das apresentações, conta Marcelo, a banda não recebe nada e os shows acontecem pelo esforço de quem acredita no cenário independente. "Tocamos por puro prazer mesmo, mas às vezes a gente ganha uma garrafa de água", se diverte o baixista.

A internet como 'motor'

A internet é hoje um dos principais trunfos da galera independente, e faz com que a música chegue rapidamente a mais lugares. "As redes sociais funcionam como um 'boca a boca virtual', você compartilha o material da banda e as pessoas podem compartilhar com outras, interagir e tudo mais", diz o baixista da banda Azuls.

Marcelo diz, entretanto, que os shows complementam o boca a boca e tornam menos árdua a tarefa de manter a banda. "Fazer música vale a pena, independente de qualquer coisa. Não é tarefa fácil ter e manter uma banda, mais é muito prazeroso, e isso já vale muito a pena", diz Marcelo.

Sobre o sucesso? O baixista mantém os pés no chão. "Tocar em grandes festivais, estádios e tudo mais, quem não gostaria? Mas esse não é e nem foi o objetivo de termos formado a banda. Acredito que tudo seja consequência do empenho e dedicação, um passo de cada vez", pondera.

Quer conhecer mais o trabalho da banda Azuls? Acesse os links abaixo: 


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