2 de outubro de 2012

'Trouxaspaloozas'

Ou, porque aceitamos pagar por preços abusivos em shows internacionais.
Foto: Divulgaçao.

Ontem, 1º de outubro, a organização do Lollapalooza divulgou o line-up completo da sua segunda edição brasileira, que acontece em São Paulo, no ano que vem.

O festival idealizado por Perry Farrell aproveitou para divulgar os preços para as apresentações. Para conferir os três dias de apresentação, com bandas como Pearl Jam, The Killers e Franz Ferdinand, entre outras, o pobre mortal desembolsará R$ 900,00.

Isso mesmo, querido (a) leitor (a) do blogzinho. Se você quiser assistir Eddie Vedder e cia, vai ter que pagar pouco menos de um salário mínimo e meio.

A edição 2012 do Lollapalooza em Chicago, sim esta cidade pertencente àquele país mais 'abastado' economicamente que o nosso, contou com Red Hot Chilli Peppers, Black Sabbath e Franz Ferdinand, entre outros, cobrou, também pelos 3 dias, U$ 230, ou, mais ou menos, R$ 460.

No Chile, as entradas para os shows deste ano custaram, para dois dias, cerca de R$ 260 (o último lote, mais caro). Se você colocar mais um dia por R$ 130 - em conta grotesca - os chilenos pagariam R$ 390!

Em suma, nós, oriundos de um país de terceiro mundo, estamos pagando quase o dobro do que os 'filhos do Obama' desembolsaram para ver alguns artistas que estarão por aqui no ano que vem, e mais de duas vezes o valor que os amigos do Valdívia pagaram ano passado.

E daí? Daí que R$ 900 é muita grana! Claro que os organizadores dos shows vão usar a meia entrada como 'desculpa' para praticar esses preços abusivos - essa é uma outra discussão! - mas, ainda assim, não consigo entender porque os ingressos são tão caros por aqui.

Mas, sabe porque eles cobram esse valor? Poque eles têm certeza que alguém vai pagar! E qual a solução? Boicote! Vamos parar de ir aos shows com esse preço! Claro que isso é impossível, porque nós, fãs de algum artista, somos passionais e vamos, quase sempre, pagar o quanto for para ver nossos ídolos.

Acho que a real solução seria baixar uma medida provisória instituindo um valor máximo para ingressos de shows e, como sugere o André Barcinski nesse texto, 'zerar' todas as carteirinhas de estudante. Radical? Intervenção do Estado? Sim!

Ou você vai continuar aceitando pagar valores irreais e absurdos por cada show que for assistir?
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