10 de abril de 2012

Crítica: 'Metallica - A Biografia'

Livro é uma ótima oportunidade para (re) conhecer a banda, mas peca ao fazer suposições. Foto: Divulgação.

Quase toda biografia 'autorizada' passa pelo crivo de seus biografados. Não é o que aconteceu com 'Metallica - A Biografia', de Mick Wall, lançado no início de março aqui no Brasil pela Editora Globo. Wall, jornalista com passagem pela Kerrang! e cofundador da Classic Rock e que acompanhou a banda durante anos, em entrevista ao jornal 'O Estado de S. Paulo', disse que os integrantes não falam mais com ele por conta das histórias pouco 'convencionais' contadas no livro. Entre elas, a suposta ideia do baterista Lars Ulrich ser expulso pelo baixista Cliff Burton e pelo vocalista e guitarrista James Hetfield, pouco antes do falecimento de Burton. E é justamente esse um dos problemas do livro: fazer suposições.

A capa (acima) e a contracapa deixam as coisas claras logo de cara: o Metallica é a banda de Lars Ulrich e James Hetfield e ponto. Novidade, né? (ironia...). No início primeiro do capítulo, assim como nos demais, um breve 'histórico' (que por vezes se mostra desnecessário) de como Wall tomou conhecimento de alguns fatos ou como conheceu membros da banda, empresários e amigos. Neste início, o autor relata o acidente que matou Burton e como, a partir dali, o Metallica nunca mais seria o mesmo.

Em seguida, somos apresentados, a um Lars Ulrich que, penso, a maioria dos fãs já conhece: mimado e membro de uma tradicional família de tenistas dinamarqueses. Mick Wall o descreve também como um obestinado em levar sua banda ao topo do rock mundial sem medir esforços pra isso (algo que destaca negativamente algumas vezes, mas em outros momentos até elogia essa obstinação).

Depois, Wall descreve cada um dos integrantes (passando pelo primeiro baixista Ron McGovney) do Metallica dando sua visão (ou a de pessoas próximas) sobre eles,  enfatizando aspectos de suas personalidades: o autoritário Lars, o introvertido James Hetfield, o festeiro Dave Mustaine e o excêntrico Cliff Burton são retratados assim por toda a obbra, artifício cansativo usado pelo autor.

Histórias de bebedeiras, da expulsão de Mustaine, da morte de Burton e da entrada de Jason Newsted - e depois de Robert Trujillo- mostram o quão Mick Wall era próximo da banda, algo que enriquece trechos do livro, mas atrapalha, já que ele emite opiniões demais sobre seus discos e músicas preferidas a todo momento, fato que distancia o livro das demais biografias e o deixa com cara de 'o que eu acho legal ou não numa banda de heavy metal'.

Mesmo assim, 'Metallica - a biografia' vale a leitura. O livro é perfeito para os fãs que queiram saber mais sobre o grupo, e para os amantes do rock, que podem ler algumas histórias interessantes - como o 'bullyng' que Jason Newsted sofria  - desta que é uma das maiores bandas de todos os tempos.

Nota do blog: 7

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